Controle de pragas e doenças

Ao aplicar uma solução inseticida, você estará afetando também insetos benéficos como abelhas e joaninhas. O mesmo vale para soluções fungicidas e bactericidas. Use o bom senso e pulverize as plantas somente quando a praga ou doença esteja prejudicando-as. Evite sempre aplicar sobre flores e frutos, restringindo-se às partes afetadas.

É necessário esclarecer que, quando se fala em pragas, está se referindo ao inimigo da planta de origem animal (pulgões, lagartas, cochonilhas, etc.), e em doenças, quando o inimigo da plantas é de outra origem (fungo, vírus e bactéria).

Vamos conhecê-las um pouco melhor.

Esclareço que todas as informações foram coletadas da internet com os devidos créditos ao final

Pragas

COCHONILHA

São insetos minúsculos, geralmente marrons ou amarelos, que se alojam principalmente na parte inferior das folhas e nas fendas. Além de sugar a seiva da planta, as cochonilhas liberam uma substância pegajosa que facilita o ataque de fungos, em especial, o fungo fuliginoso. Dá para perceber sua presença quando as folhas apresentam uma crosta com consistência de cera, as samambaias ficam secas e as de outras plantas cheias de pontos brancos como se estivessem sendo atacadas por fungos, mas, na realidade, estão sendo atacadas por um inseto chamado “cochonilhas farinhentas”. Algumas cochonilhas apresentam uma espécie de carapaça dura, que impede a ação de inseticidas em spray. Neste caso, produtos à base de óleo e a calda de fumo (ver abaixo) costumam dar melhores resultados, pois formam uma “capa” sobre a carapaça, impedindo a respiração do inseto.

Pessoalmente utilizo uma mistura de 50% de água e álcool e limpo a plantas com cotonete. Dá trabalho mas o resultado é bem interessante. Vistorie a planta diariamente até verificar que eliminou todas as cochonilhas

MOSCA BRANCA

São insetos pequenos e, como diz o nome, de coloração branca. Não é difícil a notar a sua presença – ao esbarrar numa planta infestada por moscas brancas, dá para ver uma pequena revoada de minúsculos insetos brancos. Costumam localizar-se na parte inferior das folhas, onde liberam um líquido pegajoso que deixa a folhagem viscosa e favorece o ataque de fungos. Alimentam-se da seiva da planta. As larvas deste inseto, praticamente imperceptíveis, também alojam-se na parte inferior das folhas e, em pouco tempo, causam grande infestação, por exemplo, o vírus do enrolamento foliar, as folhas ficam todas enroladas.

PERCEVEJO

São mais conhecidos como “marias-fedidas”, pois exalam um odor desagradável quando se sentem ameaçados. Seu ataque costuma provocar a queda de flores, folhas e frutos, prejudicando novas brotações.São os agentes causais de diversas pragas em plantas, por exemplo, esse inseto murcha os pés das plantas, principalmente dos Coqueiros.

percevejo

PULGÃO

Podem ser pretos, marrons, cinzas e até verdes. Alojam-se nas folhas mais tenras, brotos e caules, sugando a seiva e deixando as folhas amareladas e enrugadas. Em grande quantidade podem debilitar demais a planta e até transmitir doenças perigosas. Os pulgões costumam atacar, principalmente, as plantas de hastes e folhas macias. Podem aparecer em qualquer época do ano, mas os períodos mais propícios são a primavera, o verão e o início do outono. Precisam ser controlados logo que notados, pois multiplicam-se com rapidez.

ÁCARO

O tipo de ácaro mais comum é conhecido como ácaro-vermelho (veja foto), tem a aparência de uma aranha de cor avermelhada. Ataca flores, folhas e brotos, deixando marcas semelhantes à ferrugem. O ataque de ácaros diminui o ritmo de crescimento, favorece a má formação de brotos e, em caso de grande infestação, pode matar a planta. Ambientes quentes e secos favorecem o desenvolvimento dessa praga. Apesar de quase “invisíveis” a olho nú, sua presença é denunciada pelo aparecimento de uma teia fina.

LAGARTAS

Costumam atacar mais as plantas de jardim mas, em alguns casos, também podem danificar as plantas de interior. Fáceis de serem reconhecidas, as lagartas costumam enrolar-se nas folhas jovens e literalmente comem brotos, hastes e folhas novas, formando uma espécie de “teia” para proteger-se. Todas as plantas que apresentam folhas macias estão sujeitas ao seu ataque. As chamadas “taturanas” são lagartas com pêlos e algumas espécies podem queimar a pele de quem as toca. Precisamos lembrar que sem as lagartas, não teríamos as borboletas. Ao eliminá-las completamente, estamos nos privando da beleza e da graça desses belos seres alados.

lagarta

FORMIGAS

As cortadeiras são as que mais causam estragos. Elas cortam as folhas para levá-las ao formigueiro, onde servem de nutrição para os fungos, os verdadeiros alimentos das formigas.

Dicas: Um bom método natural para espantar as formigas e espalhar sementes de gergelim em torno dos canteiros. Além disso, o gergelim colocado sobre o formigueiro, intoxica o tal fungo e ajuda a eliminar o “ninho” das formigas. Em ataques maciços, recomenda-se o uso de iscas formicidas, à venda em casas especializadas em produtos para jardinagem. As formigas carregam a isca fatal para o formigueiro.

formigas

Tatuzinhos:

Muito comuns nos jardins com humidade excessiva, são também conhecidos como “tatus-bolinha”, pois enrolam-se como uma bolinha quando são tocados. Vivem escondidos e alimentam-se de folhas, caules e brotos tenros, além de transmitir doenças às plantas.

Dicas: evitar a humidade excessiva em vasos e canteiros; devem ser retirados manualmente e eliminados um a um.

tatuzinhos

Nematóides:

São “parentes” das lombrigas e atacam as plantas pelas raízes. As plantas afetadas apresentam raízes grossas e cheias de fendas. Num ataque intenso, provocam a morte do sistema radicular e, consequentemente, da planta.
Algumas plantas dão sinais em sua parte aérea, mostrando sintomas do ataque de nematóides: as dálias, por exemplo, podem apresentar áreas mortas, de coloração marrom, nas folhas mais velhas.

Dicas: o melhor repelente natural é o plantio de tagetes (o popular cravo-de-defunto) na área infestada. Se o controle ficar difícil, deve-se eliminar a planta infestada do jardim, para evitar a proliferação.

 

PARA COMBATER ESSAS PRAGAS, EXISTEM VÁRIAS FÓRMULAS QUÍMICAS OU CASEIRAS, CONHEÇA AS PRINCIPAIS

ÓLEO MINERAL EMULSIONÁVEL (QUÍMICA)

2 litros de água

1 kg de sabão comum (em pedra ou líquido)

8 litros de óleo mineral

Modo de fazer:

Pique o sabão (se for em pedra), misture com o óleo e a água e leve ao fogo, mexendo sempre, até que levante fervura. A mistura vai adquirir a consistência de uma pasta. Guarde em um pote bem tampado e na hora da aplicação, dissolva cerca de 50g pasta em água morna e dilua tudo em 3 litros de água. O óleo mineral emulsionável é um subproduto do petróleo e o combate pode ser feito com pulverizações a cada 15 dias.

CALDA DE FUMO E SABÃO (CASEIRA)

100 gramas de fumo

100 gramas de sabão de côco, ou 1/2 barra de 200gramas.

 PREPARO:
Deixar o fumo de molho na água por 24 horas em 1 litro de água, em seguida, coe em um pano e guarde o fumo para ser usado para preparar outra porção igual. Pique metade do sabão de coco, 100 gramas, e dilua-o em 1 litro de água quente até disolver o sabão. Em seguida, junte a calda de fumo à calda de sabão e coe essa mistura em um coador de pano para reter todos os resíduos.

Adicione à mistura filtrada, mais 5 litros de água e pulverize sobre as plantas afetadas. Reaplique a cada 15 dias até acabar com as pragas.

Doenças

Antracnose: provoca o aparecimento de várias manchas brancas com anéis vermelho-escuros com o tempo. As manchas tornam-se amarronzadas. Das manchas, formam-se buracos e as folhas caem. O controle químico é feito com pulverizações à base de enxofre. Durante o período de crescimento, pulveriza-se semanalmente com Maneb ou zineb.

Cancro: os fungos penetram pelos cortes da poda, nó de articulação do enxerto ou ferimentos causados por ferramentas. Aparecem manchas marrons grandes que circulam os caules, atingindo as folhas. O controle é feito com pulverizações à base de enxofre.

Tombamento: aparecem quando se tem excesso de humidade e temperatura baixa. Causam o apodrecimento da haste junto ao solo. O controle deve ser preventivo com a desinfecção do solo.

Ferrugem: formam manchas pulverulentas nas partes inferiores das folhas que depois murcham e caem, e nos caules. As manchas podem ser alaranjadas, amarelas ou marrom-avermelhadas. O controle é feito com pulverizações de enxofre, Zineb ou Maneb.

Míldio pulverulento: o ataque é feito nas partes novas da planta, formando manchas marrons cobertas por um pó branco ou cinza. As folhas enrolam e secam. O controle deve ser químico, à base de enxofre

Mofo cinzento: a planta apresenta nos caules, folhas, brotos e botões florais um mofo cinza amarronzado. O controle químico é feito com pulverizações de Zineb.

Oídio: a planta apresenta manchas claras, esbranquiçadas, aspecto pulverulento (talco), mais ou menos arredondadas nos dois lados das folhas, nos brotos e botões. As manchas tornam-se amarelo-avermelhadas e as folhas acabam secando. Controle com produtos à base de enxofre.

Pinta-preta: a planta apresenta as folhas todas pintadas com manchas arredondas pretas, com contorno amarelado, causando a queda das folhas. Ocorre geralmente em tempo húmido e é típica das roseiras. O controle químico é feito através de pulverizações com Dithane e Fermate.

Galha: a planta apresenta um tumor arredondado e áspero que aparece no caule junto ao nível do solo. O ataque é feito quando a planta sofre ferimentos. A planta perde o viço e morre. O controle químico é feito com aplicações de estreptomicina em pó a cada duas semanas.

Viroses: existem diversos tipos. As plantas atacadas geralmente apresentam estrias amarelas nas folhas, deformações, envassouramentos, reduções do crescimento e da produção.

COMBATE AOS FUNGOS

Os fungos são encontrados, geralmente, em condições terrestres úmidas e podres, devido à ausência de clorofila. Uma característica da doença é deixar a planta com algumas partes revestidas por uma estrutura semelhante ao algodão (partes brancas) ou mofo branco.

COMO COMBATER OS FUNGOS

Se possível, arejar o ambiente para evitar o excesso de umidade. Algumas plantas,  embora em locais com bastante iluminação e ventilação, apresentam manchas escuras nas folhas e as flores ficam muito pequenas. Isso é causado, principalmente, pelo excesso de umidade ou rega. Diminua a rega a uma ou duas vezes por semana.

INFUSÃO DE CEBOLINHA VERDE (CASEIRA)

Pique um maço de cebolinha verde em uma vasilha de louça ou de vidro. Despeje água fervendo até cobrir a cebolinha e tampe. Deixe a mistura repousar durante 15 minutos. Coe e pulverize essa mistura sobre a planta. Reaplique a cada semana.

CALDA BORDALESA (QUÍMICA)

A calda bordalesa é uma das formulações químicas mais antigas e mais eficazes que se conhece contra fungos, tendo sido descoberta quase por acaso, no final do século XIX, na França, por um agricultor que estava aplicando água com cal para evitar que cachos de uva de um parreiral próximo de uma estrada fossem roubados. Logo, percebeu-se que as plantas tratadas estavam livres da antracnose (fungo que gera nas folhas manchas escuras, deprimidas e, muitas vezes, aureoladas, que acabam por úlceras).

Estudando o caso, um pesquisador chamado Millardet descobriu que o efeito estava associado ao fato de o leite de cal ter sido preparado em tachos de cobre. A partir daí, desenvolveu pesquisas para chegar à formulação mais adequada da proporção entre a cal e o sulfato de cobre.

Como preparar a calda bordalesa:

Ingredientes:
1 pedaço de pano

20 gramas de sulfato de cobre

20 gramas de cal virgem

2 litros de água.

Modo de fazer:

Enrrole o sulfato de cobre dentro do pedaço de pano e amarre-o como um sachê. Mergulhe o sachê nos 2 litros de água por 3 ou 4 horas, até que o sulfato se dissolva. À parte, misture a cal em um copo com água e despeje na solução preparada com o sulfato dissolvido. Mexa bem antes de usar a calda bordalesa e faça o seguinte teste de acidez. Mergulhe algum objeto de ferro no preparado, como um prego ou outro objeto, se ele escurecer, não aplique ainda a calda na planta e acrescente um pouco mais de água com cal e faça o teste novamente. Caso o ferro continue saindo manchado, adicione mais cal até que ele não saia sem escurecer.

A calda bordalesa deve ser usada, no máximo, até o terceiro dia após o preparo. Em plantas pequenas ou em fase de brotação, recomenda-se aplicar em concentração mais fraca, misturando mais água. Use para regar as folhas e também para regar diretamente na terra próxima às raízes.

 

Créditos

http://www.feiradeflores.com.br/

jardim-plantas.blogspot.com.br

www.jardineiro.net

 

 

 

2 comentários Adicione o seu

  1. Mariana Dade Ferreira disse:

    Eu tenho que saber isso tudo? Estou perdida

    1. rsrsrsrs, claro que não, mas eu tenho que dar uma pincelada em tudo. Você lê somente sobre o que te interessa. Estou pensando em melhorar e ter posts individuas e mais detalhados para cada praga.
      Obrigada por vir conhecer meu blog e espero te ver mais por aqui.
      Aceito toda e qualquer critica, pois estou começando e conto com a ajuda de meus leitores para melhorar o blog.

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